Em 1915, Portugal
entra oficialmente no Modernismo com o lançamento da revista “Orpheu”. Antes, em 1890, o país
iniciou forte vivência literária no Simbolismo que iniciou com a publicação do livro de poemas “Oaristos”
(diálogo amoroso), de Eugênio Castro.
Portugal passou por
crise econômica entre os anos de 1890 e 1891, descrédito em sua monarquia e
assim como ocorrera com o Simbolismo brasileiro, a literatua simbolista
portuguesa foi influenciada pela França, berço do Simbolismo. Nesta época surge
o grupo “Os Vencidos da Vida” formado por Eça de Queirós,
Guerra Junqueira e outros escritores que tinham uma visão depressiva e
melancólica da realidade.
Eugênio de Castro,
autor da “Oaristos”, nasceu em Coimbra, em 1869. Viveu em Paris, onde absorveu
a tendência simbolista, era formado em letras e exerceu o magistério, morreu em
1944.
Antônio Nobre nasceu
na cidade do Porto, em 1867, sua única obra publicada em vida foi a obra “Só”,
em 1892. Assim como Eugênio de Castro, Também viveu em Paris, e trabalhou como
diplomata, falecendo depois de retornar a Portugal, em 1900.
Camilo Pessanha é o
terceiro autor mais destacado do Simbolismo português, nasceu na cidade de
Coimbra em 1867, onde formou-se em direito. O mais curioso em sua biografia é o
fato de ter trabalhado em Macau, colônia portuguesa na China, onde exerceu a
advocacia e o magistério, consumia ópio e faleceu de tuberculose em 1926.
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